O blog

“Como vai a Dilma?”, “Em Brasília todo mundo é ladrão” ou “Manda um abraço para o Lula” (entre 2003 e 2010) são frases corriqueiras que moradores do Distrito Federal costumam ouvir ao viajar para outras regiões do país. Os estereótipos de que a capital se restringe ao espaço da Esplanada dos Ministérios e de que aqui só vivem ladrões e corruptos estão enraizados no imaginário dos brasileiros.

Sem esquinas, sem gente na rua, é assim que Brasília, muitas vezes, é descrita por quem a visita. Cidade fria, cidade só de carros, diz quem não simpatiza tanto assim com a capital. Diferente, única, defendem outros. “Digam o que quiserem, Brasília é um milagre”, afirma Lucio Costa, em entrevista à revista Manchete em 1974.

Aos 53 anos, a cidade agrega não só gente vinda de todo canto, como também as primeiras gerações nascidas aqui. Juntos, os moradores vêm criando uma identidade própria do local, repleta de pluralidade e diferentes cargas culturais.

Mas, afinal, quem são essas pessoas? Como vivem? De onde vêm? Quais suas histórias de vida?

O blog sem esquinas apresenta ao leitor personagens da capital do país.

CATEGORIAS

Os textos são produzidos com base em quatro gêneros jornalísticos: crônica, reportagem, perfil e conto. A primeira é uma vertente do jornalismo opinativo, no qual o profissional pode imprimir opinião. Já a reportagem e o perfil pertencem ao jornalismo interpretativo, em que o repórter contextualiza e interpreta determinado fato ou notícia. O conto, por sua vez, embora seja uma narrativa de ficção atribuída à literatura, aqui se apoia em acontecimentos reais.

A categoria distrito monumental aguça, por meio de crônicas, o olhar do público aos encantos dos monumentos históricos e pontos turísticos da capital, assim como, ao convívio da paisagem urbana com a natureza bucólica que a cerca, traduzida na vegetação rasteira do Cerrado. Os relatos mostram uma Brasília que a pressa do cotidiano não nos permite enxergar. Já a plano sem piloto descreve, em reportagens de cunho literário, a rotina diária de moradores de diferentes Regiões Administrativas e regiões do entorno.

A editoria eixo central expõe perfis jornalísticos de pessoas comuns que estão relacionadas direta ou indiretamente a personalidades de destaque no âmbito político ou a figuras que assumem importantes cargos do governo. São narrados hábitos, gostos e desgostos de homens e mulheres que circulam pelos bastidores do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto como figurantes, mas que são essenciais para o devido desenrolar da trama de controle e administração do poder.

Por fim, a Via S2 (em alusão à Via S2 Leste, segunda via leste-oeste, do lado sul da cidade – a primeira é o Eixo Monumental, principal avenida de Brasília) traz, em forma de contos ficcionais com apuração jornalística, romances que aconteceram, ainda acontecem ou idealizaram acontecer (mas por distintas razões não se concretizaram) no meio do Planalto Central, por entre prédios padronizados e quadras enumeradas. O propósito é revelar ao leitor que, apesar do estigma de cidade fria, Brasília abriga corações inteiros, corações partidos e histórias apaixonantes.

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